O
sábado (15/11/25) foi marcado por um dia inteiro de vivências escoteiras que
mostraram, na prática, como o movimento se adapta a cada faixa etária sem
perder seus valores centrais. Da descoberta dos Lobinhos pela manhã, passando
pela vivência ativa da Tropa Escoteira, até a reflexão madura do Ramo Sênior no
período da tarde, o grupo viveu experiências diferentes, mas conectadas pelo
mesmo propósito educativo.
Logo
cedo, os Lobinhos participaram da Caçada Nacional 2025, realizada
na Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos. O local se transformou em um grande
cenário de aprendizado, onde as matilhas percorreram bases temáticas inspiradas
nos elementos da natureza: fogo, água, terra e ar. Cada desafio foi pensado
para estimular cooperação, consciência ambiental, amizade e trabalho em equipe,
sempre de forma lúdica e envolvente.
A
atividade ganhou ainda mais significado por ter sido coordenada nacionalmente pelo
chefe Ailton Carlos Santos, Coordenador Nacional do Ramo Lobinho e
Coordenador da Caçada Nacional, que também é nosso Akelá. Essa conexão reforçou
o vínculo entre a vivência local e o movimento escoteiro em nível nacional,
mostrando aos Lobinhos que fazem parte de algo muito maior.
Ao
longo da manhã, os Lobinhos circularam organizados em matilhas, acompanhados
por chefes e condutores, vivendo uma programação intensa que mesclou movimento,
reflexão e muita participação. A organização, o cuidado com a segurança e o
envolvimento ativo das crianças marcaram a atividade do início ao fim, vivida
com entusiasmo, curiosidade e alegria.
Enquanto
os Lobinhos viviam essa grande aventura fora da sede, a Tropa Escoteira
desenvolveu atividades de patrulha que colocaram em prática o método escoteiro
de forma viva e concreta. Cada patrulha seguiu um caminho diferente,
respeitando seus interesses, desafios e etapas de progressão, mas todas com o
mesmo objetivo: aprender fazendo e crescer em equipe.
A Patrulha
Sol realizou uma saída especial ao Museu Catavento, em São Paulo. A visita
proporcionou contato direto com temas ligados à ciência, tecnologia e meio
ambiente, ampliando o repertório dos escoteiros de forma leve e envolvente.
Durante o passeio, as conversas, observações e perguntas mostraram como o
aprendizado se fortalece quando sai da sede e ganha sentido na vivência
coletiva.
Na
sede, a Patrulha Lobo assumiu uma missão diferente, mas igualmente
importante: a reforma do canto de patrulha. A atividade exigiu planejamento,
divisão de tarefas e cooperação. Entre ajustes, organização e melhorias no
espaço, os escoteiros reforçaram o sentimento de pertencimento e
responsabilidade, entendendo que cuidar do ambiente que utilizam também faz
parte da vida em patrulha.
Já a
Patrulha Cruzeiro viveu uma experiência marcante ao cumprir o itens de
progressão de pista e trilha de forma criativa e integrada à família. No
domingo, a patrulha organizou uma festa junina que reuniu escoteiros e
familiares em um momento de convivência, alegria e participação ativa. Mais do
que cumprir um requisito, a atividade fortaleceu laços, incentivou o
protagonismo juvenil e mostrou como o escotismo aproxima jovens, famílias e
valores educativos.
No
período da tarde, foi a vez da Tropa Sênior assumir o protagonismo em
uma reunião voltada à reflexão e à criatividade. Com o tema “Reciclar e
reconhecer”, os jovens participaram de atividades que estimularam o
pensamento crítico e o trabalho em equipe. Jogos iniciais ajudaram a integrar o
grupo, criando um ambiente propício para momentos importantes de
reconhecimento, como a entrega de progressões, valorizando o caminho percorrido
por cada sênior dentro do ramo.
A
programação seguiu com desafios práticos envolvendo materiais recicláveis,
especialmente garrafas PET. As patrulhas foram convidadas a criar objetos
realmente úteis a partir do que normalmente seria descartado. A atividade
despertou criatividade, planejamento e cooperação, reforçando a importância do
reaproveitamento consciente e do cuidado com o meio ambiente.
Em
outro momento, a proposta “O que vejo?” levou os jovens a observarem a
natureza ao redor e identificarem relações entre os elementos do ambiente. As
reflexões foram conectadas ao sistema de patrulhas, à cooperação entre os
jovens e à capacidade de adaptação, trazendo conversas mais profundas sobre
convivência, responsabilidade e respeito à natureza.
Ao
final do dia, ficou evidente que, apesar das diferenças de idade e propostas,
Lobinhos, Escoteiros e Seniores viveram experiências complementares. Pela
manhã, a descoberta e o encantamento marcaram a Caçada Nacional. Ao longo do
dia, a Tropa Escoteira colocou em prática o aprender fazendo. À tarde, a
análise, a reflexão e o protagonismo juvenil deram o tom do Ramo Sênior.
Juntas, essas vivências reforçam que o escotismo é um caminho contínuo de
aprendizado, que cresce com o jovem e se adapta a cada etapa da sua formação,
sempre guiado pelos mesmos valores.
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Bruno